24 de Janeiro de 2021

 

A Crónica de hoje vai ser diferente.

Vamos a isto.

 

Início do derby no pavilhão João Rocha com a principal ausência a ser registada no banco do Sporting.

Paulo Freitas acusou positivo ao Covid-19 e está a ver o jogo em casa, com Ricardo Gomes a orientar os leões.

Equilíbrio nos primeiros minutos, com um jogo “piscineiro”, mas já acalmou.

Pedro Henriques e Ângelo Girão começam a ter mais trabalho, com a primeira falta do jogo – contra o Sporting - a acontecer só aos 7’.

GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOOO... capitão Valter Neves a marcar o primeiro da tarde, depois de instantes antes a bola ter esbarrado no ferro da baliza do Sporting.

9 minutos da primeira parte, 1 a 0 para o Benfica.

Ricardo Leão chama João Souto e temos a primeira admoestação da partida.

Primeiro desconto tempo do jogo pedido por Alejandro Dominguez, treinador encarnado, a 12’ do intervalo.

Recomeça o jogo e chega o primeiro azul da partida para Lucas Ordõnez.

Livre direto para Ferran Font, trabalha bem, brinca com a bola, mas a pretinha não entra, que oportunidade para o Sporting! 

Segunda paragem vinda dos bancos, desta vez para os leões, quando o cronómetro informa que faltam 10’ para o descanso e o Benfica vence por 1-0.

Pedro Henriques muito bem na baliza encarnada, com mais trabalho que Girão, enquanto dos bancos começam a chegar reforços.

O ferro a estremecer de novo, grande sticada de Chiquinho, podia ter marcado o Benfica, resposta de Pedro Gil, mas Aragonés, também ele, a acertar no poste da laranjinha.

GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOOO, perda de bola do Sporting no ataque, Lucas Ordõnez embalou em solitário e faz o segundo para o Benfica.

A 2’ minutos do intervalo, Sporting, 0 – Benfica, 2.

E temos penalty para o Sporting, Pedro Gil na conversão, tudo a postos... defende Pedro Henriques, enorme na baliza!

GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOOO, grande jogada do Sporting no quadrado defensivo encarnado, com Matias Platero a faturar, reduzindo a desvantagem.

Intervalo no João Rocha, Sporting, 1 – Benfica, 2.

 

Já rola a bola na segunda parte, entrada forte dos leões, voltámos às piscinas, com o Engº Gilberto Borges, ao seu estilo, a dar uma ajudinha no banco ao Ricardo Gomes.

GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOOO, é do Sporting, Alessandro Verona num 2x1 exemplar a restabelecer a igualdade.

Aos 7’ da etapa complementar, tudo empatado a dois golos no João Rocha.

Sporting, 2 – Benfica, 2.

Cartão azul para João Souto, Lucas Ordõnez para marcar o livre direto e... GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOOO, o argentino a não facilitar, colocando o Benfica de novo na frente.

A 15’ do final do derby, Sporting, 2 - Benfica, 3.

O Sporting tenta reagir, mas o Benfica no contragolpe quase que ampliava a vantagem. O jogo está bom, as duas equipas querem ganhar e vamos ter incerteza até ao buzinão final.

Ricardo Gomes pede desconto de tempo, explica o que pretende para os 10’ que faltam, mas é o Benfica que reentra bem na carreira de tiro, mas André Girão está enorme na baliza.

GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOO, uma bomba de Pedro Gil, indefensável para Pedro Henrique, que levou a melhor nesta luta entre Pedros.

18’ da segunda parte, Sporting, 3 – Benfica, 3.

Desta vez é Alejandro Dominguez que precisa de falar com os seus jogadores, ninguém quer este empate, nem eu arrisco um vencedor.

Últimos 5’ do jogo, as duas equipas tentam ir lá pela certa, a pretinha vai rondando as duas balizas, Girão e Henriques sobre pressão e... GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOOO, Chiquinhooo, contra-ataque exemplar e o Benfica volta a frente do marcador.

A 1’ e 45’’ do final da partida, Sporting, 3 – Benfica, 4.

GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOOOO, Chiquinho a bisar a 39’’ do fim.

Não há descanso, já não aguento mais, GOLOO, a pretinha balançou a rede, GOLOOOOOOOOO, do Sporting, Toni Pérez marca a 19’’ do apito final.

Já não há mais tempo, é o buzinão.

Vitória do Benfica num jogo entusiasmante, onde o Benfica me pareceu um justo vencedor.

Excelente arbitragem de Ricardo Leão e Luís Peixoto, para que muito contribuiu o excelente desportivismo de todos os intervenientes na partida.

Para a história fica, Sporting, 4 – Benfica, 5.

 

Um relato escrito em direto, para matar saudades.

 

#fiquememcasa

 

23 de Janeiro de 2021

 

Os minhotos são mesmo assim.

Pessoas rijas, que gostam de se levantar cedo, principalmente ao fim de semana.

Não sei se isto são dados científicos, mas porque raio se lembraram de jogar ao meio-dia?

É verdade que os supermercados encerram às 5 da tarde, mas não podiam jogar noutro horário?

Claro que começarem o jogo numa altura em que a panela já está ao lume tem uma explicação, mas a essa hora do dia a rapaziada não estará ainda um bocadinho adormecida?

Se olharmos para o lado disciplinar do jogo – 11 amarelos e 4 azuis – a resposta é não.

Talvez às 9 da manhã fosse melhor!

 

Por falar em minhotos, hoje tivemos mais um confronto interessante.

O derby bracarense em que os nomes das equipas diferem em dois pequenos pormenores linguísticos.

A cidade que representam e a maneira de escrever o nome da modalidade.

O Óquei Clube de Barcelos frente ao Hóquei Clube de Braga.

O Galo subiu melhor os 573 degraus do Bom Jesus.

 

Nos dias que correm, os jogos adiados são – infelizmente – o pão nosso de cada dia, entre os poucos que se vão realizando.

Até o Pedro Jorge madrugou este sábado – não era segredo, certo? - para criar um boneco novo para os jogos que não se realizam por existirem casos de Covid.

Quando estava a tratar da Crónica de hoje li uma mensagem do António Anacleto: “Sanjoanense – Valongo adiado”.

Mais um, pensei eu.

Afinal era por causa do piso estar escorregadio.

Do mal o menos.

Mas não havia aí por perto um piso sequinho?

 

Num qualquer jogo existem sempre duelos individuais.

Muitos deles são entre jogadores de campo e o guarda-redes.

Se resumíssemos esse diálogo desportivo aos lances de penalização, conseguíamos encontrar resultados interessantes.

Viajemos até ao Dragão Arena, início da tarde de hoje.

Gonçalo Alves teve duas grandes penalidades defendidas por Diogo Almeida.

Gonçalo Duarte levou a melhor frente a Giulio Cocco e Tiago Rodrigues não se deixou bater por Vasco Luís, estes em dois livres diretos.

Curiosamente, numa partida com oito golos, nenhum foi em lances de bola parada.  

 

17 de Janeiro de 2021

 

Este fim de semana jogou-se, no setor feminino, a maioria dos jogos correspondentes aos oitavos de final da Taça de Portugal, com as vitórias naturais das equipas mais fortes.

Um jogo ficou por disputar - agendado para 6 de fevereiro – sendo que a próxima eliminatória fica à espera do que nós fizermos para dar cabo do “bicho”.

Uma pergunta para terminar.

Será que este ano vamos ter Inter-Regiões feminino?

 

O CR Antes foi uma das equipas que participou nesta eliminatória da Taça.

Mais um nome curioso, que nos leva aquela ignorante pergunta: “Onde raio fica isso?”

Antes é uma aldeia do concelho da Mealhada, pertencendo à União das Freguesias de Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes.

O Clube Recreativo tem uma página no Facebook e a sede fica na Rua das Ferrugens.

Fica o link www.facebook.com/CentroRecreativoAntes.

 

Já sei.

Quando a malta do CENAP ler isto, vão logo dizer: “Então o raio do Velho ontem não falou do nosso Facebook porquê?”

Cá fica ele www.facebook.com/CENAP-Aveiro-122258994524585.

 

Não foi só Jorge Coelho (Sesimbra) que fez um hat-trick puro este fim de semana.

Primeiro um esclarecimento.

Apesar de hoje se dizer “... fulano de tal fez um hat-trick...” desde que marque três golos num jogo, a origem deste termo era para definir três golos consecutivos, o que o veterano jogador dos sesimbrenses conseguiu ontem, daí eu acrescentar-lhe o puro.

Também o francês do FC Porto, Carlo Di Benedetto, conseguiu este feito no recinto do Famalicense, com o destaque de ter sido conseguido nos primeiros 4 minutos da 2ª parte, num jogo que estava sem golos na primeira parte

Fez-lhe bem o intervalo.

 

Quando eu já estava a arrumar a caneta, tive que voltar à Crónica de hoje.

O argentino Lucas Martínez, jogador da Oliveirense, leu a minha de ontem e pensou “O Velho amanhã vai ter que falar de mim”.

Acertou.

Fez um hat-trick, daqueles a sério, contribuindo - e de que maneira – para a primeira derrota do Sporting no campeonato.

Agora sim, ponto final.

 

16 de Janeiro de 2021

 

E pronto, lá voltámos para casa.

Quer dizer, mais ou menos.

O nosso Primeiro já tinha avisado que íamos voltar à Primavera de 2020.

Mas nada disso, foi pólvora seca.

Assim à primeira vista, só fecharam os ginásios, cabeleireiros e restaurantes, mas estes já tinham treinado o take-away e vão-se desenrascando.

Já estão vocês a perguntar.

O que é que isto tem a ver com hóquei em patins?

Nada, mas como o Mestre Pedro Jorge paga-me para eu escrever uns disparates, tenho que encher uns chouriços.

Mas já agora deixem-me acabar o assunto.

Em fevereiro vai tudo para casa... desta vez a sério!

 

Como neste período vamos ter só jogos da 1ª divisão – femininos e masculinos – o assunto vai ser escasso.

Deixem-me lá olhar para o calendário.

Boa, hoje tivemos o último jogo dos 32 avos de final da Taça de Portugal, competição que vai ser recalendarizada – difícil esta palavra – por causa da atual situação da pandemia.

Vamos lá espreitar esta ficha para ver se conheço alguém.

Diogo Dias, António Guerra, Nuno Antunes e Diogo Oliveira, foram colegas do Ricardo no Sporting, enquanto que o Bruno Fuzeta e o Gonçalo Marcelino cruzaram-se connosco algumas vezes.

Mas o destaque vai para o jovem Jorge Coelho.

Do alto dos seus 36 anos, saiu do banco, fez 3 golos em cinco minutos, ajudando - e muito - o Sesimbra a eliminar o Cascais.

 

Esta modalidade de que tanto gostamos, tem nomes de clubes bem interessantes, que quem não acompanha o jogo do aléu não conhecerá, nem sabem onde fica.

Hoje vou olhar para este.

O CENAP.

O significam estas iniciais?

Centro Atlético Póvoa Pacense, a sua sede está situada na Póvoa do Paço, freguesia de Cacia, concelho de Aveiro.

Para a próximo trago mais um nome engraçado.

 

Acabo como comecei.

Com as novas medidas de confinamento, apenas a 1ª divisão, masculina e feminina, vão-se manter-se em competição nas próximas semanas.

Hoje e amanhã joga-se quase toda a 15ª jornada do lado dos homens.

Pode ser que me dê algum assunto para este domingo.

 

10 de Janeiro de 2021

 

O Pedro Jorge que trata – muito bem – a estatística deve poder confirmar esta minha constatação.

Ontem no pavilhão João Rocha jogaram primeiro e último classificado, com o Sporting a ganhar, naturalmente, com o Tigres a dar uma excelente réplica.

Mas o principal destaque do jogo chegou em excesso de velocidade.

Aos 5 segundos Diogo Alves – que faz o favor de ser meu amigo – marcou, talvez, o golo mais rápido de sempre, perante a surpresa dos leões.

Foi tão cedo no jogo que até a ficha da FPP ficou estupefacta, colocando o golo aos 2 segundos.

 

Também ontem, no pavilhão Municipal de Barcelos, tivemos uma chuva de golos, um aborrecimento para os guarda-redes e uma alegria para os marcadores, com Miguel Rocha – que foi pequenino na 3ª feira – a conseguir um poker.

Dezasseis golos num jogo é obra, tornando-se no marcador mais gordo da temporada.

Numa época onde regressou o play-off, já se festejou o golo por 618 vezes, com o Óquei Clube de Barcelos a ser a equipa mais concretizadora com 66 gritos de golo.

 

Claro que existe o lado contrário.

Os jogos com poucos golos e as equipas que mais sofrem.

Neste lado negativo dos números o Famalicense segue no topo com 63 golos sofridos, uma média de quase 5 golos por jogo.

Depois há os jogos onde a baliza parece que encolheu.

A partida onde a festa do golo menos se viu, foi no derby eterno, na Luz, onde Benfica e Sporting só marcaram por uma vez.

No dia dos anos da minha filhota.

 

Pois é!

Sem dar por isso dei por mim a mergulhar na estatística.

Não fui um excelente a aluno a Matemática, mas não era das cadeiras que mais me atrapalhava.

Em vários anos lutei por lugares europeus, na maioria deles cheguei cedo à zona tranquila da classificação, mas nunca consegui ser campeão.

Só o célebre Cálculo Diferencial e Integral (DI), no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, me fez descer de divisão... por desistência.

Nos idos anos oitenta a Engenharia Civil ficou pelo caminho trocada pela BB.

Não, não era uma namorada, era a Bola e o Banco.

Mas houve colegas meus que com só acabaram a licenciatura quando o Regente de DI morreu.

 

Comecei a Crónica a falar de um golo madrugador, porque não acabar com um que chegou quase em cima do buzinão?

Aconteceu em Viana do Castelo, foi marcado a 34 segundos do fim, dando a vitória à Oliveirense.

O seu autor foi Vítor Hugo, formado no Gulpilhares, que pode gabar-se, aos 36 anos, de ser dos poucos hoquistas que jogou com a camisola dos três grandes do desporto nacional.

 

9 de Janeiro de 2021

 

Está de regresso o Malandro, pois a qualificação de Bom é da responsabilidade do Pedro Jorge.

Nestas férias de Natal – para alguns, pois reformado não tem esses privilégios – colaborei intensamente com este extraordinário sítio do jogo do aléu.

Quero deixar aqui a minha reclamação.

Fartei-me de ver jogos de “cachopas”, partidas do campeonato espanhol e italiano, Supertaça de nuestros hermanos, enfim uma panóplia deles, mas o Mestre parabenizou o Mário e o Ricardo.

Eu tenho sentimentos!

 

Depois da palhaçada, vamos lá a coisas sérias.

Quero aproveitar este primeiro texto de 2021 para desejar a todos os que frequentam este espaço, um Ano Novo repleto de coisas boas (saúde, saúde e saúde) o que não vai ser difícil depois de um vinte-vinte para esquecer.

 

Se há uma coisa que eu gosto é de ler.

Também leio com atenção os comunicados da Federação de Patinagem de Portugal.

Compreendo que nesta fase – mais uma – da pandemia, não seja fácil redigir regras que abranjam todas as situações.

Mas se elas não forem claras deixam dúvidas.

Um exemplo.

O comunicado do Comité Técnico-Desportivo de Hóquei em Patins refere que os jogos que sejam disputados em concelhos de risco moderado, não haverá restrições de horário, desde que todos os agentes envolvidos sejam do mesmo concelho.

Com base nesta informação, como foi possível jogar-se o Candelária – Alverca?

Será que os jogadores alverquenses mudaram – por um fim de semana - a sua residência para a Madalena?

 

Estive a ver o jogo da jornada com muita atenção.

Foi uma excelente propaganda da modalidade, com todos os jogadores a respeitarem-se e com uma vitória justa do FC Porto sobre o Benfica.

Ao ver o jogo, por momentos recordei-me de alguns treinadores do Ricardo que lhe pediam para simular uma lesão, para ser assistido e terem uns descontos de tempo suplementares.

Felizmente que as regras foram alteradas – e bem – acabando com essa artimanha.

Agora é preciso resolver o problema das viseiras dos guarda-redes.

Sujam-se muito!

 

20 de Dezembro de 2020

 

Nas últimas semanas tenho colaborado mais ativamente com este magnífico site.

Horas e horas a ver fichas e jogos em Portugal, Espanha e Itália.

A qualidade – dos jogos e imagens - nem sempre é melhor, mas vou-me divertindo com os comentadores, principalmente nos nuestros hermanos, pela sua forma de gritarem os golos e até de acompanharem o desenrolar dos jogos.

Um dia destes, já não me recordo em que jogo, o narrador e comentador falavam de tudo e mais alguma coisa, saludos para todos, até para os perros... menos do jogo que estavam a transmitir.

Espanholices!

 

Ainda por terras de Espanha, regresso às fichas de jogo.

Para não pensarem que só digo mal das nossas, por lá as coisas não são diferentes.

Mas há um pormenor – em minha opinião – em que nós somos muito melhores.

A antecipação com que as informações do jogo são disponibilizadas.

Por lá, parece que estão à espera que o jogo comece para elas surgirem.

No resto, as mesmas virtudes e os mesmos defeitos.

 

Fim de semana de Taça de Portugal, com a primeira aparição das equipas da 1ª divisão.

Supremacia quase total dos primodivisionários, só com uma exceção.

Um dos jogos mais excitantes ocorreu em Alenquer, com a solução do assunto só a acontecer no desempate por grandes penalidades.

Como é habitual nestas fases, aconteceram resultados desnivelados.

A maiores goleadas aconteceram no Lavradio, Seixal, Oeiras, a Sul e em Cucujães a Norte.

 

Também o hóquei vai entrar em férias natalícias, apesar de alguns jogos ainda se realizarem para acerto de calendário.

Nesta última Crónica de 2020, altura para desejar a todos os amigos do hoqueipatins.pt um Feliz Natal e um 2021 muito melhor que este que se aproxima do fim.

Também não deve ser difícil. 

 

19 de Dezembro de 2020

 

Tenho que regressar aos núcleos familiares.

No domingo falei dos três manos Castanheira, mas a coisa é mais grave.

É que são/foram quatro em cima dos patins.

Faltava o mano Marcelo, o mais velho deste clã do aléu.

Fácil de perceber quais eram as suas prendas de Natal.

 

Este é um fim de semana de Taça de Portugal.

Muitos jogos, muitas fichas, alguns apelidos peculiares e algumas recordações.

Vou dar uma volta por alguns.

 

O Fabril recebeu o Sporting e foi goleado como era previsível.

Mas em alguns parâmetros do jogo superiorizaram-se ao líder do campeonato.

Só fizeram a primeira falta a 3’ do fim do jogo, enquanto que o Sporting fez a primeira aos 6’ da etapa inicial.

Desperdiçaram três livres diretos – o Zé Diogo não brinca em serviço – e os leões nenhum... porque não tiveram nenhum.

Pormenores.

 

Um pulinho ao pavilhão de Santa Sofia, em Azeitão.

Temos um internacional dos Países Baixos.

Chama-se Reginaldo Migalhas – não é gaffe do Malandro – e tem o Pai Carlos no banco.

Das minhas narrações do Inter-Regiões, estiveram em atividade o mister Eduardo Freitas e o Tomás Capela.

Para acabar, só falta uma bela torta para acompanhar esta mini.

 

Para acabar a conversa de hoje, tivemos um jogo resolvido no desempate por grandes penalidades.

Fruto da minha colaboração com a Rádio Voz de Alenquer, tenho acompanhado de perto a equipa alenquerense, nomeadamente em várias deslocações à ilha do Pico.

Nessa altura Igor Alves jogava no Candelária, deslocando-se no mesmo voo da equipa que viajava até ao Açores.

Sempre que chegava ao Humberto Delgado, encontrava o Igor e o Marinho – jogador do Alenquer – em animada conversa.

Hoje estiveram, mais uma vez, frente a frente.

Internacionais por Moçambique, cada um lutou pelo seu emblema.

Como dois bons amigos, como dois grandes profissionais.

 

13 de Dezembro de 2020

 

Esta noite tive um sonho, um sonho recorrente, durante um jogo de hóquei em patins.

Uma equipa marcou um golo que o árbitro não viu.

A outra conseguiu ganhar através de um livre direto mal assinalado.

No final do jogo o treinador da equipa vencedora afirmou que foi beneficiado pela arbitragem.

O técnico da outra formação, contestou as afirmações do seu homónimo, reiterando que a sua equipa acabou por ser a mais beneficiada, reclamando para a equipa de arbitragem o prémio de melhor em campo.

O despertador tocou e acordei sobressaltado.

E a suar!

 

Vamos lá voltar aos núcleos familiares.

Depois dos trigémeos Almeida, vamos ter os Castanheiras em cima dos patins.

O Paulo Castanheira é o principal culpado, numa família que respira hóquei.

Os manos Tomás, Renato e Bernardo pegaram cedo no stique, patinaram durante muitos e muitos quilómetros – tantos que o Tomás já se reformou – contribuindo para uma bela despesa nos bolsos dos cotas.

Vá lá, pelo menos nenhum quis ser guarda-redes.

 

Já perceberam que uma das minhas paixões são as fichas de jogo.

Impulsionadas pelo meu Amigo Paulo Rodrigues, são uma mais valia para a modalidade e para a informação de cada jogo.

Já estão vocês a dizer: “Lá vem ele falar de novo das bandeirinhas”.

Nada disso.

Hoje vou entrar pelo lado geográfico das fichas.

O Santa Cita recebeu o Sintra – Campeonato Nacional de sub 23 – no pavilhão da Ilha Terceira, Açores.

Na mesma categoria, o Oeiras deslocou-se a Cascais, jogo que se realizou no pavilhão Municipal de Albergaria, sendo que o Mealhada recebeu o Académico da Feira no pavilhão de Santa Sofia, em Azeitão.

Não é má vontade minha, mas só em deslocações é um dinheirão. 

 

Tenho um pedido de última hora.

“Escreve lá sobre as bandeirinhas, vá lá, só mais uma vez”.

Não quero!

“Então fala sobre os penaltys

Pronto está bem.

Final da Taça 1947, o derby.

O Sporting esteve sempre na frente, mas o Benfica conseguiu empatar nos últimos cinco minutos.

O prolongamento foi muito soft e lá chegaram os castigos máximos.

Nessa altura chegou aquela fase que me irrita na narração.

Falhou o Verona, falhou o Ordoñez, não marcou o Platero, desperdiçou o Valter, permitiu a defesa o Pérez.

Raramente ouvimos dizer que o guarda-redes defendeu.

Eles que pouco mais podem que respirar nestes lances.

 

12 de Dezembro de 2020

 

Nesta minha colaboração com o site, dando uma mãozinha ao Ricardo quando ele adota Oriola como residência, acompanhei alguns jogos do campeonato italiano.

Além da informação nas fichas ser muito escassa, comparativamente com Portugal, eles já corrigiram um problema que acontece por cá.

Não têm bandeirinhas!

 

Vamos a outro problema.

Já escrevi por várias vezes que o contraste das cores, entre os equipamentos e os números complica muito o trabalho jornalístico.

Números vermelhos em fundo preto... já foste.

Mas nos jogos femininos temos mais uma dificuldade.

As meninas que têm um belo cabelo comprido, costas abaixo, são mais uma obstrução à informação.

Que tal as gadelhudas jogarem de carrapito?

 

Na 4ª feira começou a Taça 1947.

Dois excelentes jogos, sendo que o inaugural da prova acompanhei na íntegra.

A Federação de Patinagem de Portugal já começou a resolver o problema das bandeirinhas.

Não houve ficha!

 

Bem, vamos lá ver uma coisa.

A rapaziada está sempre a criticar as arbitragens.

Raramente alguém está do lado dos homens – e mulheres – do apito.

Mas vestirem os árbitros como se fossem os Metralhas ajuda alguma coisa?

Fez-me confusão ver um Leão às riscas!

 

Tem sido motivo recorrente nas Crónicas.

Irmãs e irmãos com fartura.

Mas comparado com os manos Almeida, é uma brincadeira.

Três gémeos, João na Oliveirense, José e André, os dois no Carvalhos, com o custo acrescido do André ser guarda-redes.

Só pensando no que estes Pais gastaram em material para estes três miúdos, dá logo vontade de fazer uma estátua aos progenitores.

Forte abraço para a Maria e o José.

Um presépio com aléus.

 

6 de Dezembro de 2020

 

Já aqui escrevi que o hóquei em patins é um jogo eminentemente familiar.

Exemplos em Portugal não faltam – já deixei aqui alguns – mas em Espanha a situação é semelhante.

Vamos lá dar uma pequena olhadela ao campeonato feminino.

No Vila-Sana jogam as manas Porta, Victoria e Maria, e as Flix, Vinyet e Regina, no Asturhockey temos as irmãs Cadrecha, Silvia e Beatriz, no Telecable a família González tem a Sara e a Elena e mais havia, mas agora já não tenho espaço.

Fica para a próxima.

 

Continuamos na casa dos nuestros hermanos.

Volto à questão das bandeirinhas.

Se em Portugal existem diversos lapsos nas fichas – não me digam que o Darío Giménez tem dupla nacionalidade – por lá ainda não encontrei erros.

Encontrei o alemão Max Thiel (Lloret), o argentino Franco Platero (Liceo) – cá está mais um mano, neste caso de Matías que joga no Sporting – o francês Roberto di Benedetto (Liceu) – este tem mais dois irmãos, o Carlo (FC Porto) e o Bruno (Lleida) – e o angolano Humberto Mendes (Girona).

Vamos lá corrigir as nossas bandeirinhas, pois se temos o melhor campeonato do Mundo, temos que ser os melhores em tudo.

 

Depois de várias famílias e bandeiras, vamos lá olhar para o interior do rinque.

Vejo com frequência ser dito e escrito de forma errónea esta palavra.

Rinque e não ringue.

Ringue é para o boxe.

Apesar de por vezes haver mosquitos por cordas dentro da quadra, o nosso querido hóquei em patins joga-se num rinque.

 

Já que estamos numa de português, vamos lá a uma pergunta de algibeira.

Sabem o que é um bastão espalmado e recurvado na extremidade inferior?

Muito bem, é um aléu ou stique, sendo que as duas formas estão corretas.

Eu gosto especialmente do aléu, apesar de ter passado de moda.

 

Estas Crónicas procuram ser descontraídas, mas – desculpa Pedro Jorge – por vezes também gosto de dar uma opiniãozinha.

A ideia da Taça 1947 é louvável.

Recordar uma data marcante, dar mais competição aos clubes, divulgar a modalidade com transmissões televisivas.

Excelente.

Provavelmente a ideia até nasceu antes da pandemia, mas não teria sido boa ideia arrancar com esta prova na próxima época?

 

Vou acabar este texto de hoje no Parque das Tílias

Considerando que a tília é uma flor, do género feminino, vou escrever meia dúzia de linhas sobre a Sílvia Coelho, a melhor árbitra portuguesa.

Esse facto podia subir-lhe à cabeça, mas consegue ser de uma modéstia acima da média.

Depois tem uma enorme paciência para as minhas narrações.

No Luso, na narração do Inter-Regiões feminino, chamei-lhe várias vezes “Sofia”.

Questionada sobre as minhas asneiras, sorriu e não me chamou burro.

Estou à espera que o “bicho” desapareça para lhe puder dar uma beijoca.

 

5 de Dezembro de 2020

 

Mestre Pedro Jorge, acho que tenho que pedir uma isenção de três textos semanais.

Como é que eu invento parvoíces com tão poucos jogos?

Ainda por cima a MEO está a boicotar a minha possibilidade de aceder a internet.

Vamos lá ver o que arranjo por aqui.

 

Começo pela maternidade.

A malta do hóquei tem uma nova vedeta.

Chama-se Constança, é filha do Filipe Bernardino e da Joana, sobrinha do André Gaspar e do “Guga”, neta do José Gaspar e do Carlos Bernardino e é sagitária como eu.

Acredito que neste Natal alguém lhe vai oferecer um aléu.

Parabéns a todos e um beijinho especial para esta nova estrela da família hoquista.

 

Já que estamos em maré de nascimentos hoquistas, o “Bekas” também foi Pai.

Aconteceu há precisamente um mês, chama-se Duarte e vai ser canhoto como ele.

Curiosamente, dois dias antes, nasceu o José Fernando.

E perguntam vocês: quem é esse?

Terceiro filho do Hugo Azevedo, treinador do Pedro “Bekas” Delgado.

Já parece uma revista cor-de-rosa.

 

Para terminar este espaço de parabenização, deixo aqui um desafio.

Quando tivermos mais nascimentos na “casa dos hoquistas”, enviem-me um mail - paulino.jorge@gmail.com – que eu enviarei beijinhos diretamente do maior sítio do Mundo do hóquei patinado.

 

O Benfica regressou à competição esta manhã no Municipal de Barcelos.

Depois de uma paragem forçada devido a vários casos de Covid, os encarnados tiveram uma grande ajuda da equipa de arbitragem.

Fizeram com que o Benfica tivesse muito tempo só com três jogadores de campo, de forma a que outros pudessem descansar mais tempo.

A isto chama-se isolamento profilático azul!

Espero que não prejudiquem as outras equipas com o mesmo problema, proporcionando-lhes o mesmo tratamento.

 

Desço no mapa e chego a casa dos Anacletos.

Mesmo sem puder utilizar dois jogadores emprestados pelo líder – Tiago Freitas e Facundo Navarro - a Sanjoanense conseguiu um saboroso ponto frente ao Sporting.

Eu sou contra estas limitações.

Mas tem coisas boas.

Os Freitas não ralharam um com o outro.

E o quarentão e capitão Marco Lopes – desde de 2008 na equipa de São João da Madeira – brilhou na baliza, titular a primeira vez esta temporada.

 

1 de Dezembro de 2020

 

É ponto assente.

O hóquei feminino em Portugal é uma questão familiar e dá-me inspiração para estas Crónicas.

Nos dois jogos realizados no feriado de 1 de dezembro – curiosamente com o mesmo resultado – tivemos mais uma catrefa de manas.

Vamos centrar-nos em Gulpilhares.

O Feira venceu com quatro golos – dois de cada - das manas Teixeira.

Só a Inês Cardoso se intrometeu na contabilidade feminina.

Será que ainda é prima?

 

Um pulinho até Cacia.

No Centro Atlético Póvoa Pacense (CENAP) temos três Martins.

Não, não são todas parentes.

A Maria fica de fora destas contas, mas marcou o único golo da sua equipa.

Manas são apenas a Catarina e a Inês.

 

Nestes tempos sem tempo, hoje andámos à volta da jornada da dúzia.

Quase que a lógica tinha lógica, mas o Barcelos - cidade onde o hóquei se joga sem H - quebrou uma maldição com 13 anos, 7 meses e uns dias.

O resto foi a lei dos mais fortes, com dois argentinos a copiarem, no talento, El Pibe.

O argentino Gonzalo Romero anda com o aléu a escaldar, fazendo um hat-trick em Tomar, enquanto que Darío Giménez marcou dois livres diretos de irritar um Xevi, que já estava chateado com o bis inicial do Rei Ventura.

Parece que nem o Natal vai tirar a liderança à malta do Engº Gilberto Borges.

 

Há muito tempo que o Barcelos não ganhava em Oliveira de Azeméis.

Algum dia tinha que ser, mas aconteceu no dia da Restauração da Independência, depois da última ter sido no Dia da Liberdade de 2007.

Mas por falar em restauração – não a dos comes e bebes - talvez seja necessário restaurar a responsabilidade disciplinar.

Não estou a falar dos 4 “amarelos”, 8 azuis e 1 vermelho que foram distribuídos durante os 50 minutos.

Refiro-me à situação, recorrente, de jogadores entrarem em campo, quando a sua equipa não o podia fazer.

Se os dois árbitros da mesa, que são os polícias do jogo exterior não chegam, que tal pensarem na pulseira eletrónica?

Presa à vedação, claro!

 

29 de Novembro de 2020

 

Quando foi feita esta alteração nas regras do jogo, eu não sabia que me ia dar um jeitão.

Mas o importante é que a possibilidade de substituir o guarda-redes nos últimos cinco minutos do jogo, por um jogador de campo, tem dado frutos e assunto para eu escrever.

Conhecem aquele provérbio popular, quem com ferros mata, com ferros morre?

Foi precisamente o que aconteceu ao Sporting de Tomar nos últimos dois jogos.

Conseguiu o empate a 4 segundos do fim com o FC Porto, consentiu a igualdade a três segundos do apito final em Viana do Castelo.

Nuno Lopes, um realizador de emoções.

 

Quando tenho por cá o Pretinho, vou dando uma mãozinha no site.

Normalmente ele impinge-me jogos femininos espanhóis.

Jogadoras que não conheço, os dorsais – como no ciclismo – são fundamentais.

Gostava de saber quem escolhe a cor dos números!

Dígitos vermelhos num fundo preto?

Mas o problema não é exclusivo de Espanha, nem do hóquei em patins.

Devia haver uma regra que obrigasse as equipas a colocar números que se vissem nas costas, na frente da camisola e nos calções.

Isso é que era bom e a minha visão agradecia.

 

Foram poucos os jogos que realizaram hoje em Portugal, apenas do escalão feminino.

Mas golos, vai lá vai.

Setenta e oito em seis jogos, uma média de 13 golos.

As meninas gostam de marcar, mas o Centro Recreativo de Antes – localidade do concelho da Mealhada - deu uma grande ajuda.

Esta equipa que foi criada o ano passado, continua à procura da primeira vitória.

Não desistam de lutar pelo que gostam.

 

Para terminar, espreito – desculpa Pedro Jorge – a classificação da Zona Sul feminina, onde as contas do apuramento estão encerradas, apesar de faltar um jogo.

Hoje no Pavilhão José Mário Cerejo jogou-se uma final.

A equipa dos manos Agulhas tinha vencido em Massamá (2-1).

As miúdas do Rui Marujo precisavam de vencer por dois golos de diferença.

Nem por encomenda.

A mana Beatriz concretizou o sonho das ribatejanas a 11 minutos do fim.

 

28 de Novembro de 2020

 

A rapaziada não profissional – ou amadora, se preferirem – está zangada.

Muitos dos jogos da 2ª e 3ª divisão foram adiados, contrariando a vontade de alguns clubes que queriam jogar.

Eu também gostava de ter narrado hoje no Pico.

Gostando-se ou não, a saúde lidera as prioridades.

Até me lembrei de um anúncio televisivo bem antigo: “A saúde está primeiro, beba água do Vimeiro”.

Fica a sugestão.

 

Vamos lá entrar em rinque.

Na última jornada realizada, o Nuno Lopes – treinador do Sporting de Tomar – substituiu o guarda-redes e colocou um jogador de campo.

Empatou a quatro segundos do fim.

Hoje o Raul Meca – técnico do Riba d’Ave - fez o mesmo no jogo com o Sporting.

Sofreu um golo a doze segundos do apito final.

Nem sempre dá resultado deixar a baliza escancarada.

 

Uma pequena inconfidência.

Dos muitos jogadores com quem partilhei o balneário - e a quem dei beijinhos – talvez este tenha sido o mais irreverente.

Acho que ainda hoje o é.

Hoje marcou dois golos - registou a habitual advertência - deixou os minhotos preocupados, mas a rapaziada da terra da sopa não conseguiu encontrar a pedra dos três pontos.

 

Não sei bem o que passou, se é por causa da pandemia, do recolher obrigatório ou da proibição de circular entre concelhos.

Viana do Castelo é um dos de Risco Elevado.

Mas no interior do Pavilhão José Natário, o risco de apanhar uma penalização disciplinar é maior do que ficar infetado.

Hoje foram dez amarelos e seis azuis.

Se ouvíssemos os árbitros, eles diriam: “Jogadores indisciplinados”.

E o que diriam os jogadores?

“Que maus árbitros”.

E se me perguntassem a mim?

“Eu comprava uma balança”.

 

25 de Novembro de 2020

 

Quando se lançou a ideia destas crónicas, além do fim de semana, a 4ª feira era um dia para dar fruto à imaginação, sempre que se realizassem jogos.

Mas num espaço que se imaginou bem disposto, a pandemia não está a colaborar nada, logo chegando as notícias que só a 1ª divisão – meninos e meninas – podem jogar até 8 de dezembro, altura em que termina esta fase do Estado de Emergência.

Estive aqui a fazer um grande esforço, compilando toda a comunicação do estamos ON e descobri um cantinho temporal.

As outras divisões podem jogar das 6h00 de 2 de dezembro até às 22h00 de 4 de dezembro.

Com boa vontade.

 

Vamos lá pegar no aléu.

Acerto na 6ª jornada com o Sporting a olhar para o topo, desde o início do jogo.

Mas com ciência.

O argentino Gonzalo Romero viu azul aos 2 minutos do jogo, sentou-se no banco dos castigos, viu o golo do adversário, registou e percebeu como dar a volta a um jogo difícil.

A 5 minutos do fim, marcou dois golos, deu a volta ao marcador e colocou os leões num poleiro só para eles.

 

O outro jogo da jornada meia dúzia era no Minho.

Um duelo entre a malta de Viana e a rapaziada de Barcelos.

Parece que o Miguel Rocha ganhou três a zero.

 

O Miguel é um dos meus meninos do aléu.

Quando se cruzarem com ele, perguntem-lhe: “Quem é o melhor pé esquerdo do Ribatejo?”

Ele responderá:” É o Sôr Paulino”.

Ganda Rochinha!

 

Uma opinião sobre a arbitragem.

Esta noite no Municipal José Natário estiveram dois dos melhores árbitros da atualidade.

Que pena não termos sempre duplas com esta qualidade.

Digo eu que não percebo nada de hóquei em patins.

 

22 de Novembro de 2020

 

Começo pelas senhoras, como deve ser.

Há dias, para dar uma mãozinha ao site, estive a ver vários jogos do campeonato feminino espanhol.

Houve uma coisa que me chamou a atenção.

As equipas do Palau Plegamans e do Bigues i Riells, duas formações da comunidade autónoma da Catalunha, tem um equipamento que se destaca das restantes.

As suas patinadoras de campo, utilizam uma saia/calção, tipo jogadoras de ténis, que dá uma beleza acrescida à modalidade.

Porque não em Portugal as equipas adotarem este equipamento?

Fica mais belo o hóquei patinado das moças.

 

Aproveitando o balanço de nuestras hermanas, vou dar uma espreitadela na OK Liga.

Temos um líder que habita na Corunha e é a equipa que mais perto fica da nossa fronteira.

O Liceo está isolado, como oito vitórias em outros tantos jogos.

Por lá jogam Carles Grau, o guarda-redes menos batido da competição, que já defendeu a baliza do FC Porto, e o Jordi Adroher que passou pelo Benfica e já marcou por 10 vezes na prova.

Está explicado!    

 

Uma das razões porque gosto muito de hóquei em patins, é por causa do relógio.

O jogo tem 50 minutos e jogam-se 50 minutos.

Não há muitos desportos que se possam gabar desta pontualidade.

O problema só surge quando alguém marca a 4 segundos do fim, ainda por cima utilizando outra prerrogativa legal da modalidade que é tirar o guarda-redes e colocar um jogador de campo.

Uma outra beleza deste desporto, neste caso nabantina.

 

Para destoar ao tema de hoje – a beleza – o raio do vírus também já pegou no aléu há semanas e parece gostar dele.

Três foram os jogos desta jornada que foram adiados, só na 1ª divisão.

Quem aproveitou esta escassez foi a Oliveirense que saltou para a frente, numa altura em que o Riba D’Ave é o detentor da lanterna vermelha.

 

A lanterna é um objeto útil, muitos vezes encantador.

E uma candeia também ilumina o caminho.

Agora reparem nestas contradições.

Quem vai em último na classificação é o lanterna vermelha.

Quem vai à frente é uma candeia que alumia duas vezes.

Então e se a candeia for vermelha, vai atrás ou à frente?

Quando não se sabe o que dizer, escrevem-se estas parvoíces. 

Em rádio chama-se a isto encher chouriços.

 

21 de Novembro de 2020

 

Uma das coisas de que me orgulho, é dos imensos amigos que tenho no hóquei em patins.

Esta semana ganhei mais um, apesar de não o conhecer pessoalmente.

Nasceu em 1993 em Godoy Cruz, na Argentina, chama-se Pablo Agustin Gonzalez Ferrer e é jogador do Marinhense.

Ele foi atingido pela minha brincadeira das bandeiras, como podia ter sido outro jogador qualquer, porque há muitos casos.

As minhas sinceras desculpas ao Pablo – força nisso – e ao seu clube atual.

 

Já que regressei a este assunto, deixem-me aproveitar este espaço de divertimento para fazer uma sugestão – séria - à Federação de Patinagem de Portugal, que a seu tempo e em boa hora aderiu às fichas eletrónicas.

Considerando que existem muitos jogadores com dupla nacionalidade – como o Pablo - só sendo possível inserir uma bandeirinha, uniformizar o critério: país de nascimento ou a segunda nação.

 

Os recordes existem para ser batidos.

Na 6ª feira foi dia de derby feminino na Luz.

A capitã Ana Catarina Ferreira é das que gosta de dar cabo deles, dos recordes, claro!

O Benfica não perdia, em competições nacionais, desde 22 de julho de 2013.

Dessa vez foram as lobinhas, ontem as leoas.

Tão depressa o Paulo Almeida não vai ao Jardim Zoológico.

 

Lembram-se daquela questão das equipas da 1ª divisão que não estavam – na altura – nos concelhos de risco do Covid?

Sim, isso, a história da letra T.

Olhem esta coincidência.

Uma espreitadela ao líder isolado da 2ª divisão da zona Sul.

Parede.

Treinador: Pedro Gonçalves.

Coordenador: Pedro Nunes.

O P em grande.

Pergunta – a primeira de hoje – do Velho Paulino: Precisam de ajuda?

 

Também a zona Norte merece um olhar atento.

O Marinhense comanda tranquilamente.

O Nuno Domingues, treinador da rapaziada da terra do vidro, está a rir-se de mim.

E o Miguel Bataglia Rodrigues, vice-presidente do clube da Marinha Grande, também.

Porquê?

Porque esta história das letras é uma treta.

Duas equipas a começar por M, uma em primeiro e a outra – Mealhada – em último.

 

15 de Novembro de 2020

 

Vamos lá ver uma coisa: eu escrevi que o Sporting ficava na frente, mesmo sem jogar.

E ficou.

Mas quando joga tem que ganhar.

E que história é essa de jogarem 50 minutos e só marcarem 2 golos?

E zero a zero na 2ª parte?

De certeza que o Jorge Correia e o André Girão estiveram em grande.

 

Uma imagem vale mais que mil palavras, disse o filósofo chinês Confúcio, consta que há muito tempo.

O António Lopes – sim, o nosso AL – faz isso melhor que ninguém.

Vejam a foto do golo da Juventude de Viana esta manhã.

Simplesmente fabuloso!

 

Vou entrar aqui um bocadinho no espaço do Pedro Jorge Cabral.

Olho para a classificação da 1ª divisão.

É impressão minha ou isto vai ser muito equilibrado?

Hoje estou um chato, só faço perguntas.

 

Vamos lá a mais uma.

O que têm em comum estas equipas: HC Fão, CD Cucujães, ED Viana, CAR Taipense, ACAP Tojal, GD Fabril, HC PDL e Juventude Azeitonense?

Além de terem uma equipa de hóquei em patins, não jogaram e já estão nos 32 avos de final da Taça de Portugal.

Foram apurados no Campeonato dos Isentos.

 

Vou terminar esta crónica de hoje com mais uma reunião familiar. Regresso ao pavilhão José Mário Cerejo, 11 horas deste domingo.

Vejam lá bem isto: o Vilafranquense tem dois pares de irmãs, as Coelho (Sandra e Rute) e as Alves (Beatriz e Margarida).

Mas o Sporting respondeu na mesma moeda, apresentando as Lopes (Rita e Rute) e as Florêncio (Margarida e Inês).

Mas fazia falta uma Mãe.

A Fátima Ramos completa este congresso.

E é progenitora de que par de manas?

Só podia acabar como uma pergunta.

14 de Novembro de 2020

 

Durante muitos anos acompanhei jogos a esta hora, mas ao domingo. Jogos dos miúdos.

Ao sábado de manhã raramente se jogava, era altura para as compras. Até havia para aí uns clubes que tinham um pavilhão fechado todo o dia e jogavam às 7 da noite.

Agora os graúdos também jogam antes de almoço, em todo o fim de semana, para fazer a vontade ao recolher obrigatório.

Coisas do Covid.

 

Jogaram juntos vários anos.

Os manos Luís da Aldeia do Hóquei tiveram um encontro este sábado. Capitão de um lado, treinador do outro, o mano Vasco enganou o mano André.

Que falta de respeito pelo mais velho!

 

Mais família.

Dentro do pavilhão José Mário Cerejo, em Vila Franca de Xira, tivemos uma dupla de arbitragem que se conhece muito bem.

O pai Paulo e o filho Jorge.

São os Baião.

 

O derby ribatejano não teve público, como todos os jogos. Cá para mim até foi positivo, pois estes confrontos acabam muitas vezes à estalada, fora do rinque.

O Vilafranquense usou uma tática idêntica aos Anacletos – o nosso António Anacleto mora em São João da Madeira - deu três de avanço e derrotou os vizinhos de Alverca.

Então Nifo?

 

As fichas de jogo da FPP são uma boa ajuda, mas infelizmente não se preenchem sozinhas.

Por vezes lá temos um guarda-redes a marcar um livre direto – não é impossível, mas muito pouco provável – uma 10ª falta sem livre direto e outras discrepâncias.

Talvez esteja na altura de fazer uma formação para as pessoas que mexem nas teclas.

 

Ainda à roda das fichas.

Uma das informações que surge é a nacionalidade dos atletas, representada pela bandeira do deu país.

Não sei quem coloca esta informação, mas ter um Benjamin Oldroyd português ou um Pablo Gonzalez italiano parece estranho.

Não acham?

 

13 de Novembro de 2020

 

A conversa começou ontem à tarde.

Na tertúlia do hóquei em patins, chegou a ideia: escrever sobre a modalidade de uma maneira ligeira, divertida e com um bocadinho de malícia.

Não sou rapaz de recusar um bom desafio, pelo que vou tentar.

Após um fim de semana, na sequência de uma jornada a meio, porque não brincar com o aléu?

Queria dizer, com a caneta, mas sem patins.

 

Acho que a melhor maneira é começar por aqui.

As equipas que lutam pela permanência vão fazer uma reivindicação. Querem jogar mais que uma vez, em casa, com o Benfica.

O Riba d’Ave ganhou (5-4) aos encarnados.

A Sanjoanense empatou ontem, mas atenção, com este pormenor delicioso: consta que o desafio dos pupilos de Vítor Pereira era muito exigente, fazer o mesmo resultado que os homens do concelho de Famalicão, mas depois de dar quatro de avanço.

Foi por pouco.

 

Agora uma pergunta sobre matemática.

Hoje jogou-se a jornada seis.

O HC Braga, que é o lanterna vermelha, jogou para a 5ª jornada.

No próximo fim de semana realiza-se a jornada nove.

O que é que isto tem a ver com o Teorema de Pitágoras?

Nada!

 

Já temos debatido várias vezes este tema, internamente, aqui no site: primeiro e último nome, com ou sem nickname?

As opiniões dividem-se, como numa boa democracia.

Eu sou dos que acham que deve ser como no Registo Civil: primeiro nome e último apelido.

Um exemplo: quase todos o conhecem como "Bekas", mas na ficha do jogo da ficha da FPP surge como Pedro Delgado do HC Braga.

Ui, e os espanhóis, argentinos e afins?

Apelido do Pai, que é o penúltimo, ou o último, o da Mãe?

Um exemplo vindo do banco: Alejandro Dominguez Izurriaga.

Ele hoje não está muito bem disposto.

 

Vou olhar para a classificação.

Qual é a semelhança entre o hóquei em patins e o futebol?

O Sporting mesmo sem jogar continua na frente.

 

Para terminar a estreia deste espaço, um bocadinho de humor negro, carregado de coincidências ... e de muita parvoíce.

Como sabem temos 121 Concelhos de Risco Elevado.

Têm medidas mais restritivas, nomeadamente o recolher obrigatório, que vai alterar os horários dos jogos dos dois próximos fins de semana.

Mas a curiosidade é que dos 14 clubes da 1ª divisão, há três que estão fora da lista vermelha.

Tigres, Turquel e Tomar, ou seja, os únicos que começam com a letra T, utilizando a forma simplificada de como os tratamos na linguagem jornalística.

Os outros 11 já devem estar a pensar em alterar os nomes.

Porque não Torto ou Tenfica?