18 de abril de 2021

 

Este é o fim de semana do Engº Gilberto Borges.

Como escrevi ontem, tivemos algumas divergências, mas como pessoas civilizadas, sempre as ultrapassámos, a bem da causa comum.

A segunda época estava a terminar, o Sporting tinha conseguido o título nacional de Infantis - o primeiro depois do regresso do clube à modalidade - numa temporada muito complicada.

Desde a casa às costas no início da época – entre o velhinho pavilhão do Parede e as dificuldades para estacionar em Campo de Ourique – até chegarmos às remediadas instalações da Casa do Gaiato, foi um processo vitorioso, mas muito sofrido.

Na ressaca da vitória no Entroncamento, estávamos na última semana de treinos.

À porta do pavilhão em Santo Antão do Tojal, disse-lhe: “Engº, vou dar as camisolas aos miúdos (nessa altura os seccionistas lavavam os equipamentos) que eles merecem ficar com esta recordação.”

“Paulino, não pode ser, temos poucos equipamentos.”, respondeu ele.

“Sendo assim, diga-me lá quanto é que custam as camisolas, que eu pago-as.”

Fez cara de mau, puxou pela sua voz rouca e respondeu: “Você já me tramou, dê lá isso aos putos!”

 

Terminada a fase regular dos seniores masculinos – o play-off arranca já no próximo sábado - O OLHA PARA O RELÓGIO foi espreitar o nosso campeonato feminino.

Ainda a malta do site estava a focar a atenção no José Mário Cerejo, em Vila Franca de Xira, já a Catarina Costa (Académica) marcava o golo mais madrugador deste domingo, que acabou por saber a pouco, pois as ribatejanas deram a volta ao marcador.

Se há quem goste de chegar cedo à ficha do jogo, há sempre aquelas que querem que o seu nome chegue lá – à boa maneira portuguesa – mesmo em cima do apito da fábrica.

Aquele buzinão estava prestes a soar, quando a 27 segundos do fim, Beatriz Vasconcelos (CACO), fez o nono golo da sua equipa no pavilhão Carlos Bernardino.

 

Hoje vamos ter um internacional angolano n’O FORA DO RINQUE.

Um globetrotter do aléu, trintão, ainda marca que se farta.

 

Nome Completo: João Pedro Garcia Santos Pinto

Clube atual: Trissino (Itália)

Idade: 34

Local de Nascimento: Porto

 

Clube estrangeiro futebol: Não tenho

Jogador português futebol: Cristiano Ronaldo

Jogador estrangeiro futebol: Messi

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Michael Jordan

Prato: Cabrito assado no forno

Sobremesa: Tiramisu

Bebida: Cerveja Super Bock

Filme: O Gladiador

Ator: Will Smith

Atriz: Julia Roberts

Série televisiva: Prision Break

Livro: Legado

Cidade portuguesa: Porto

Cidade estrangeira: Rio Janeiro

Animais de estimação: Cão

Jogo de computador/consola: Nada

Hobbies: Cozinhar

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Futebol

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Sporting - Reus, final da Taça CERS

 

Perguntam vocês?

Como é que o Velho atribui O VELHO?

Normalmente vai para quem está com a pontaria afinada, mas hoje não está fácil, porque as moças decidiram não facilitar.

Marcaram três golos a Raquel Santos (Carvalhos), Sofia Portugal (CENAP), Eva Faim (Arazede), Diana Pinto, Tânia Freire “Pulga” (Stuart Massamá) e Maria Sofia Silva (Benfica), mas houve quem tivesse o atrevimento de marcar quatro como a Sofia Coelho (Vila Boa do Bispo) e a Catarina Henriques (Arazede).

Eu sei que por esta hora elas estão muito nervosas para saberem quem vai levar o prémio!

Um poker, é um poker, mas quem o concretizou mais cedo foi a Catarina Henriques – um minuto fez a diferença – que fica com O VELHO deste domingo.

 

#esplanadamascommáscara

 

17 de abril de 2021

 

Nestas histórias do hóquei que aqui tenho trazido – e mais algumas vou trazer - muitas delas decorreram com as cores do Sporting.

Na altura muitas pessoas ficaram surpreendidas por uma família benfiquista permitir que o filho jogasse no principal rival.

Palermices!

Este é um dos principais defeitos do desporto português, pois confunde-se rivalidade com falta de respeito.

Hoje a minha história chama ao papel Gilberto Borges.

O Engº, como é conhecido no mundo do aléu, é uma pessoa extraordinária.

Independentemente da sua lealdade clubística, foram muitas vezes em que tivemos opiniões diferentes em defesa do seu clube – o meu na altura – mas com o mesmo fim, que era ganhar sempre.

Mas mais importante do que a sua vertente desportiva, o seu lado de dedicação à família, é um exemplo de vida.

São poucos os que fariam o que ele fez, aumentando a família de forma generosa, com o hóquei como justificação.

Sinto um enorme orgulho de ter o Gilberto como meu Amigo.

 

Hoje era um dia importante para O OLHA PARA O RELÓGIO.

Apesar de ser o dia D – dia de todas as decisões – estava tudo praticamente decidido.

Mas não estou aqui para lhe falar de quem vai jogar contra quem e quando, nem dos que ficaram tristes ou mais alegres – isso vêm aqui ao lado – mas para fazer uma reflexão muito profunda.

Play-off, sim ou não?

Querem saber a minha opinião?

Mesmo que não queiram saber, cá vai ela.

Um aluno aplica-se todo o ano, tem sempre excelentes notas, mas no final do ano tem que ir a um exame obrigatório.

Por duas décimas chumba!

É justo?

Eu sou a favor da avaliação contínua.

 

O FORA DO RINQUE de hoje foi conhecer uma menina que integrou a seleção da AP Porto que venceu o 1º Inter-Regiões feminino, a última prova que se realizou – e terminou – antes da pandemia.

 

Nome Completo: Ana Rita Bernardino Pinto

Clube atual: ACD Gulpilhares

Alcunha (se tiver): Ritinha

Idade: 16

Local de Nascimento: Mafamude

 

Clube estrangeiro futebol: FC Barcelona

Jogador português futebol: Rui Patrício

Jogador estrangeiro futebol: Neymar

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Ricardinho

Prato: Arroz de pato

Sobremesa: Natas do céu

Bebida: Água

Filme: The Hunger Games

Ator: Jackie Chan

Atriz: Jennifer Lawrence

Série televisiva: Shadowhunters

Livro: Amor de Perdição

Cidade portuguesa: Porto

Cidade estrangeira: Genebra

Animais de estimação: Cães e gatos.

Jogo de computador/consola: The Sims

Hobbies: Pesquisar sobre animais, ver séries e ouvir música

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Patinagem artística

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: O jogo que nunca me irei esquecer é a final do I Inter-Regiões feminino pela APP

 

Já tinha mostrado na Liga Europeia que se encontra num excelente momento.

Hoje fez um poker – nenhum de bola parada – marcando o golo da vitória a 40’’ do final da partida.

Joga no Benfica, chama-se Lucas Ordoñez e leva O VELHO de hoje.

 

#fiquememcasa

 

11 de abril de 2021

 

Vamos lá a uma estadia fora de casa, neste caso em Beja.

Uma equipa do Alverca – penso que de Infantis B - foi convidada para um torneio durante um fim de semana, onde estavam equipas fortes como Paço de Arcos e Parede, mas que curiosamente a equipa alverquense venceu.

Mas para esta história o resultado não é muito importante, mas sim o local onde dormimos.

O local era um antigo convento na cidade bejense, onde existiam pequenos quartos individuais, com paredes baixas que não chegavam aos tetos altos da construção antiga, cujas portas eram uma pequena cortina de pano.

Lá deitámos os miúdos, tentar que eles não fizessem barulho, mas a excitação dos resultados do dia e a novidade – para alguns – de dormir fora de casa, levou a que o silêncio demorasse a chegar.

Conseguido o sossego, apagamos as luzes daquele enorme pavilhão.

Minutos depois, quando alguns já dormiam e eu também estava quase a chegar lá, aparece a voz do Eduardo: “Sr. Paulino, está muito escuro aqui!”.

Lá fui até perto dele e o sono lá chegou.

 

O OLHA PARA O RELÓGIO continuou no pavilhão de Luso – não é gaffe, escreve-se mesmo assim – hoje que ficámos a saber quem vai à final a quatro, no mesmo local, mas em maio.

Estive a ver todos os jogos.

Não sei porquê, cedo fiquei com a ideia que era um dia de empates.

No primeiro jogo, uma igualdade servia ao FC Porto.

Como o Óquei só empatou na prova... empataram.

O segundo do dia tinha uma premissa interessante.

O empate apurava as duas equipas.

Acreditam que o jogo chegou ao fim empatado?

Impressionante!

Faltava aquele jogo que fechava esta 1ª fase da competição.

Pareceu-me logo que as bases eram as mesmas da primeira partida do dia.

O empate servia aos encarnados e o Barça tinha empatado na 6ª feira.

Tudo indicava que teríamos a terceira igualdade do dia.

Mas não, não aconteceu, com o Benfica a confirmar que em maio só jogam equipas portuguesas, com direito a banho tático de hóquei!

Para os espanhóis ficarem com a certeza que este é o melhor campeonato do Mundo!

 

Ninguém lê as coisas que eu escrevo!

Não é que o Benfica e o Barça jogaram todos da mesma cor?

Uma meia branca, sim senhor, mas imaginem que jogavam Académica e Barcelona, em futebol, numa competição europeia.

Acham que jogavam nestes tons?

Se querem ajudar uma modalidade que se joga a 100 à hora, com uma pretinha na ponta do aléu, lembrem-se do que escreve o Malandro!

Cores das equipas em contraste, cor da bola bem diferente do piso!

 

Emigrou em 2019 para a Espanha, esta temporada mudou-se para a região de Vicenza, Itália e já marcou 25 golos no campeonato transalpino.

Vamos conhece-lo FORA DO RINQUE.

 

Nome Completo:  Nuno Miguel Soares Paiva       

Clube atual: ASD Montebello Hockey (Itália)

Alcunha (se tiver): Paivinha

Idade: 26

Local de Nascimento: Vila Nova de Famalicão

 

Clube estrangeiro futebol: Sou simpatizante de vários, no entanto não há nenhum que realce em específico

Jogador português futebol: Cristiano Ronaldo

Jogador estrangeiro futebol: Ronaldinho

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Rafael Nadal

Prato: Francesinha        

Sobremesa: Natas do céu

Bebida: Coca-Cola

Filme: Dos últimos que vi, o “Soul” da Disney.

Ator: Leonardo DiCaprio/ Johnny Deep     

Atriz: Angelina Jolie

Série televisiva: sou mais de filmes, mas uma das séries que mais me impactou foi o Game of Thrones.

Livro: Correr para vencer de Phil Knight, o fundador da Nike.

Cidade portuguesa: Porto

Cidade estrangeira: Corunha

Animais de estimação: dois cães com os nomes de Óscar e Matilde.

Jogo de computador/consola: Já não jogo há muito tempo, mas os jogos de futebol (PES/FIFA) fizeram parte da minha juventude, assim como o Counter Strike.

Hobbies: Ler, ginásio, passear pela natureza

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Essa nunca fui uma questão, porque, lá no fundo, sempre foi o hóquei. Mas, como fã de desporto, posso dizer que talvez, o futebol ou o ténis.

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer:

Ao longo de uma – ainda curta – carreira, como em qualquer desporto existem imensos momentos que se vivem que não nos permitem esquecê-los. Tenho vários, desde entrar num balneário e ver os melhores jogadores de hóquei patins a equiparem-se ao meu lado, desde ganhar troféus ou partilhar o mesmo balneário com o meu irmão. Mas realço o campeonato nacional conquistado pelo Futebol Clube do Porto.

 

E a quem vou dar O VELHO deste domingo?

Hesitei, pensei duas vezes, mas o de hoje vai para o melhor marcador desta primeira etapa da Liga Europeia.

Chama-se Pol Manrubia, joga no Noia e é um enorme jogador.

 

#fiquememcasa

 

10 de abril de 2021

 

Durante o tempo em que fui seccionista – Alverca e Sporting – algumas vezes tivemos que dormir fora de casa ou fizemos refeições em restaurantes.

Este é o mote para as próximas histórias, com o lançamento, ainda em rinque, para falar do Eduardo.

Partilhou a baliza com o Ricardo no Alverca, era um miúdo muito meigo, mas – ele vai-me desculpar – não tinha muito jeito para aquela missão.

Sempre o enchi de mimos – aliás, como fazia a todos – e ele sempre que precisava – muitas vezes - chamava por mim.

Num início de um treino, naquela fase de aquecimento com remates à baliza, o Eduardo começou a protestar, levantando o stique.

Pensei que ele se tinha lesionado e corri para perto dele: “O que foi menino?”, perguntei-lhe preocupado, ao que ele me respondeu: “Sr. Paulino, eles estão a rematar com muita força!”.

E tinha razão!

 

A semana passada estive a ver o jogo entre o Valongo e o Sporting, jogo em atraso do campeonato nacional de hóquei em patins.

Os detratores da modalidade argumentam que este desporto não é televisivo, que não se vê a bola.

Neste jogo, com um piso claro, a pretinha via-se bem, o problema era mesmo a cor dos equipamentos.

Não estou a exagerar nem um bocadinho, mas a ideia que dava era que se tratava de um treino da mesma equipa.

Não havia um calção branco ou uma meia clara para fazer um contraste cromático?

De quem é a responsabilidade das equipas jogarem praticamente da mesma cor?

De quem não sabe promover a modalidade!

 

O OLHA PARA O RELÓGIO está numa de Europa.

Hoje e amanhã foco total na Liga Europeia, com ditados populares à mistura

Pol Manrubia e o Noia entraram apressados na competição, mas depressa e bem não há quem, com a ambição espanhola a esbarrar no talento azul-e-branco.

Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje foi o que pensou Miguel Rocha, que vai daí marcou já perto do fim, não chegando para a vitória ao Óquei, mas mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

Por esta hora já estão vocês a dizer.

E calar o Velho, não?

 

Com uma enorme pontaria, é a melhor artilheira da sua equipa.

Vamos lá conhecer esta goleadora FORA DO RINQUE.

 

Nome Completo: Joana da Silva Teixeira

Clube atual: Clube Académico da Feira

Alcunha (se tiver): Teixeira

Idade: 21

Local de Nascimento: Santa Maria da Feira

 

Clube estrangeiro futebol: Não tenho

Jogador português futebol: João Félix

Jogador estrangeiro futebol: Luca Waldschmidt

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Ricardinho

Prato: Lasanha

Sobremesa: Natas do céu

Bebida: Coca-Cola

Filme: A Star is Born

Ator: José Condessa

Atriz: Rita Pereira

Série televisiva: Casa de Papel

Livro: Só nós dois, de Nicholas Sparks 

Cidade portuguesa: Aveiro

Cidade estrangeira: Barcelona

Animais de estimação: Não tenho

Jogo de computador/consola: Não jogo

Hobbies: Ver séries/filmes

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Futsal

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Tenho alguns momentos e jogos que certamente não esquecerei, mas o jogo da Final da Taça de Portugal 2017/2018.

 

Acho que é a primeira vez que vou entregar o prémio das Crónicas só por um gesto técnico individual.

A execução de David Torres no golo que marcou ao Barcelona – o primeiro no jogo de ontem – é de uma execução sublime.

Provavelmente abençoado por ter nascido no dia de Natal – há 26 anos – leva O VELHO de hoje para a Corunha.

 

#fiquememcasa